Pós-fixado
Investimento cujo rendimento varia conforme um índice de referência, como CDI ou Selic
Um investimento pós-fixado é aquele em que a rentabilidade não é conhecida de antemão — ela acompanha a variação de um índice de referência ao longo do tempo. Os principais indexadores utilizados no Brasil são o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e a taxa Selic. Apenas ao final do período é possível saber exatamente quanto o investimento rendeu, pois isso depende do comportamento desses índices.
Como funciona na prática
Se você investe em um CDB que paga 110% do CDI, o seu rendimento será 110% de tudo que o CDI acumular durante o período da aplicação. Se o CDI acumular 12% no ano, você receberá 13,2% bruto. Se o CDI acumular 10%, você receberá 11% bruto. O percentual aplicado ao CDI é fixo, mas o resultado final depende do CDI.
Exemplos comuns de investimentos pós-fixados
- CDB pós-fixado: O mais popular, geralmente expresso como percentual do CDI (ex: 100% CDI, 110% CDI)
- Tesouro Selic (LFT): Rende a variação da taxa Selic acumulada
- LCI e LCA pós-fixadas: Atreladas ao CDI, com isenção de IR para pessoa física
- Fundos DI: Buscam acompanhar o CDI
- Poupança: Tecnicamente pós-fixada, atrelada à Selic quando esta está acima de 8,5% ao ano
Vantagens do pós-fixado
- Proteção automática em cenários de alta de juros
- Menor volatilidade de preço (especialmente os atrelados à Selic)
- Boa opção para reserva de emergência e objetivos de curto prazo
Quando preferir o pós-fixado
O pós-fixado é especialmente indicado em períodos de incerteza econômica ou quando as taxas de juros estão em alta ou devem subir. Também é a escolha certa para a reserva de emergência, por oferecer segurança e liquidez sem risco de perda na marcação a mercado.
Atualizado em maio de 2026. Fonte: Banco Central do Brasil.