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Rendimento Líquido

Retorno do investimento após o desconto de todos os impostos e taxas aplicáveis

Rendimento líquido é o retorno efetivo que o investidor recebe após o desconto de todos os impostos, taxas e encargos incidentes sobre a aplicação. É o valor que realmente vai para o bolso do investidor — e não o rendimento bruto anunciado pelo produto. Comparar investimentos pelo rendimento líquido, e não pelo bruto, é fundamental para tomar boas decisões financeiras.

O que pode reduzir o rendimento

  • Imposto de Renda (IR): Incide sobre os rendimentos da maioria dos produtos de renda fixa. A alíquota segue a tabela regressiva: 22,5% (até 180 dias), 20% (181 a 360 dias), 17,5% (361 a 720 dias) e 15% (acima de 720 dias).
  • IOF (Imposto sobre Operações Financeiras): Cobrado de forma regressiva nos primeiros 30 dias de investimento, partindo de 96% no primeiro dia até zerar no 30º dia. Após 30 dias, o IOF não é mais cobrado.
  • Taxa de administração: Cobrada em fundos de investimento, reduz diretamente a rentabilidade. Até mesmo 0,5% ao ano pode fazer grande diferença no longo prazo.
  • Taxa de custódia: Cobrada pelo Tesouro Direto (atualmente 0,20% ao ano sobre o valor investido).

Como calcular o rendimento líquido

Rendimento Líquido = Rendimento Bruto − IR − IOF − Taxas

Exemplo prático

Um CDB que paga 13% ao ano bruto, resgatado após 1 ano (alíquota de IR de 17,5%):

  • Rendimento bruto: 13%
  • IR: 13% × 17,5% = 2,275%
  • Rendimento líquido: 13% − 2,275% ≈ 10,72% ao ano

Produtos isentos de IR

LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas são isentos de IR para pessoas físicas. Por isso, mesmo com taxas brutas menores, podem oferecer rendimento líquido superior a CDBs e títulos públicos tributáveis.

Atualizado em maio de 2026. Fonte: Banco Central do Brasil.