Renda Fixa
Classe de investimentos com regras de remuneração definidas no momento da aplicação
Renda fixa é uma classe de investimentos na qual as regras de remuneração são conhecidas no momento da aplicação. Isso não significa necessariamente que o valor exato do rendimento é fixo (ele pode variar conforme um índice), mas sim que a fórmula de cálculo é estabelecida previamente, ao contrário da renda variável (como ações), onde o retorno é incerto.
Tipos de renda fixa
Prefixada
A taxa é definida no ato da aplicação. Exemplo: “10% ao ano”. Você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento, independentemente do que aconteça com a economia.
Pós-fixada
O rendimento acompanha um índice de referência, geralmente o CDI ou a Selic. Exemplo: “100% do CDI”. O valor final depende da trajetória do índice ao longo do período.
Híbrida
Combina um componente fixo com um índice de inflação. Exemplo: “IPCA + 5% ao ano”. Garante rentabilidade real acima da inflação.
Principais produtos de renda fixa
- CDB: emitido por bancos, coberto pelo FGC
- LCI e LCA: isentos de IR para pessoa física
- Tesouro Direto: títulos públicos federais, risco soberano
- Debêntures: emitidas por empresas, sem FGC
- CRI e CRA: títulos de securitização, sem FGC, com isenção de IR
Tributação
A maioria dos produtos de renda fixa é tributada pelo IR com tabela regressiva e pelo IOF para resgates em menos de 30 dias. Exceções notáveis são LCI, LCA, CRI e CRA, isentos de IR para pessoa física.
Por que investir em renda fixa
A renda fixa é indicada para:
- Reserva de emergência (Tesouro Selic ou CDB com liquidez diária)
- Objetivos de médio prazo (LCI, LCA)
- Proteção contra inflação (Tesouro IPCA+)
- Diversificação de carteiras predominantemente em renda variável
Mesmo investidores arrojados costumam manter parte do patrimônio em renda fixa para reduzir a volatilidade da carteira como um todo.
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Atualizado em maio de 2026. Fonte: Banco Central do Brasil.