Calculadora PGBL: quanto você economiza no IR?
Resposta rápida: com renda de R$ 10.000/mês e contribuição de R$ 1.000/mês ao PGBL, a economia é de R$ 3.300,00 por ano no Imposto de Renda.
Válido para quem usa a declaração completa do IR · Tabela IR 2025/2026
Calcule sua economia com PGBL
Limite dedutível: R$ 1.200,00/mês
IR sem PGBL (ano)
R$ 21.979,50
IR com PGBL (ano)
R$ 18.679,50
Economia de IR (ano)
R$ 3.300,00
R$ 275,00/mês
Válido para quem usa a declaração completa do IR. Cálculo simplificado — não inclui outras deduções (dependentes, saúde, educação).
Como o PGBL reduz o Imposto de Renda
O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é um plano de previdência privada com uma vantagem fiscal específica: as contribuições podem ser deduzidas da base de cálculo do IR, até o limite de 12% da renda bruta anual.
Na prática, funciona assim: em vez de pagar IR sobre R$ 120.000 de renda anual, quem contribui R$ 14.400/ano ao PGBL paga IR sobre apenas R$ 105.600. A diferença de imposto é a economia — dinheiro que fica no bolso agora.
Quem se beneficia do PGBL?
O benefício só existe para quem faz a declaração completa do IR (não o desconto simplificado de 20%). Em geral, compensa para:
- Rendas acima de R$ 5.000/mês (faixa de 22,5% ou 27,5% de IR)
- Quem já tem outras deduções: dependentes, plano de saúde, educação
- Quem consegue manter o dinheiro investido por mais de 10 anos (para aproveitar a tabela regressiva no resgate)
Quem usa o desconto simplificado de 20% não se beneficia do PGBL — nesse caso, o VGBL é a alternativa certa.
O imposto no resgate: o que considerar
O PGBL adia o pagamento do IR, mas não o elimina. No momento do resgate, você paga IR sobre o valor total (principal + rendimentos). A tributação pode seguir dois regimes:
- Tabela progressiva: alíquotas de 0% a 27,5%, como no IR comum. Melhor para resgates em faixas menores.
- Tabela regressiva: começa em 35% (menos de 2 anos) e chega a 10% (mais de 10 anos). Geralmente mais vantajosa para o longo prazo.
Para quem está na alíquota de 27,5% hoje e vai resgatar décadas depois na alíquota de 10%, o benefício total é ainda maior do que o calculado aqui — que mostra apenas a economia imediata.
Dúvidas sobre PGBL e IR
O que é PGBL e como funciona a dedução no IR?
PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é um plano de previdência privada que permite deduzir as contribuições da base de cálculo do Imposto de Renda — até o limite de 12% da renda bruta anual. Quem ganha R$ 10.000/mês pode deduzir até R$ 1.200/mês em contribuições.
Qual é o limite de dedução do PGBL?
O limite é 12% da renda bruta anual tributável. Quem ganha R$ 10.000/mês tem renda anual de R$ 120.000, portanto pode deduzir até R$ 14.400/ano (R$ 1.200/mês). Contribuições acima desse limite não geram benefício fiscal adicional.
PGBL vale a pena para todo mundo?
Não. O PGBL só vale para quem usa a declaração completa do IR (e não o desconto simplificado de 20%). Em geral, compensa para quem tem muitas deduções (dependentes, saúde, educação) — o que é mais comum para rendas acima de R$ 5.000/mês. Para rendas menores, o desconto simplificado costuma ser mais vantajoso.
Qual a diferença entre PGBL e VGBL?
No PGBL, as contribuições são dedutíveis do IR agora, mas no resgate você paga IR sobre o valor total (principal + rendimentos). No VGBL, não há dedução agora, mas o IR no resgate incide apenas sobre os rendimentos. PGBL é ideal para quem faz declaração completa; VGBL é melhor para quem usa o desconto simplificado ou já atingiu o limite de 12%.
Quando o IR é cobrado no PGBL?
No resgate ou recebimento do benefício. Você pode escolher entre a tabela progressiva (mesmas alíquotas do IR comum, 0% a 27,5%) ou a tabela regressiva (começa em 35% para resgates em menos de 2 anos e chega a 10% para mais de 10 anos). Para o longo prazo, a tabela regressiva costuma ser mais vantajosa.
PGBL conta para a aposentadoria do INSS?
Não. PGBL é previdência privada e independente do INSS. Os dois podem — e geralmente devem — ser usados juntos. O INSS cobre a aposentadoria básica; o PGBL complementa a renda na aposentadoria com vantagem fiscal durante a fase de acumulação.